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Mercado segurador é fundamental para a disseminação da certificação digital

Um dos principais grupos a ser beneficiado pela certificação digital é o setor de seguros. A partir de agosto deste ano, as carteiras de identidade profissional dos corretores poderão conter circuito integrado para gravação de certificado digital. A tecnologia já possibilita contratar e renovar propostas pela Internet, com total segurança, uma vez que oferece garantias de autenticidade e rastreamento na comunicação. Além de evitar fraudes, a certificação digital proporciona o aumento na velocidade do fechamento de negociações, o que na prática pode acirrar ainda mais a disputa entre as empresas do ramo, uma vez que as corretoras e profissionais que utilizam a tecnologia tem mais vantagem no tempo e qualidade da prestação de serviço.

Além destas facilidades, os corretores podem evitar também o armazenamento de arquivos, principalmente as apólices, que até então precisam ser guardadas por um período entre cinco a vinte anos. Cada corretor de posse de um certificado digital pode fazer uso da assinatura eletrônica de documentos, o que lhe permite, portanto, escapar de maiores entraves burocráticos.

A Câmara e-net afirmou, em entrevista recente, que o mercado de seguros perde, anualmente, mais de R$ 500 milhões com a emissão de apólices em papel. Segundo Mário Sérgio, vice-presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), a parceira da Certisign na disseminação da tecnologia no setor é fundamental, pois somente em São Paulo há 28.500 corretores de seguros, o que permite vislumbrar uma rede de serviços muito maior que a dos bancos ou agentes lotéricos.

Além das apólices, o corretor credenciado poderá oferecer aos seus clientes, a partir de agosto, fundos de investimento, títulos de capitalização, cotas de consórcio, crédito, entre outros. Enfim, a certificação digital garante mais velocidade de contratação, segurança da identidade dos contratantes e contratados, além da garantia legal da integridade dos documentos eletrônicos.

Mário Sérgio explica que o mercado segurador ainda está atrasado em relação à adoção da tecnologia, justamente porque desconhece os benefícios financeiros, tanto para o segurado quanto para o corretor. “É preciso observar vantagens fundamentais, como a viabilidade comercial, o ganho de produtividade e o fato de ser uma ferramenta 100% ecológica. O setor precisa estimular mais a adesão, assim como o departamento de TI das empresas”, avalia.  

Um modelo de implantação exemplar da tecnologia é o da SulAmérica Seguros no segmento de saúde. A proposta é transformar os documentos provenientes dos seus 27 mil prestadoresde serviços em versões eletrônicas. Armazenados, esses arquivos geram um custo anual de R$ 1 milhão. Um projeto piloto já está em andamento com resultados bastante favoráveis na Alergoclínica.

No endereço eletrônico www.acsincor.com.br, o corretor de seguros pode obter informações detalhadas sobre a tecnologia e emitir seu certificado digital.