Segurança digital não é commodity
O mercado de segurança nos surpreende pela regularidade e pela prosperidade. Ele é típico do século XXI, atento às inovações que precisam ter atestado de confiabilidade. Para atender à demanda crescente, as empresas de tecnologia precisam inovar e oferecer serviços diversificados, caminho oposto ao da commodity.
O mercado de segurança nos surpreende pela regularidade e pela prosperidade. Ele é típico do século XXI, atento às inovações que precisam ter atestado de confiabilidade. É verdade que podemos encontrar uma desaceleração, como se viu na época da bolha da internet. Mas, reforço, é um mercado de forte potencial de crescimento e não está virando commodity.
É que as corporações e instituições financeiras continuarão a buscar soluções antifraudes, principalmente durante a crise, período em que se estima que os hackers e fraudadores devem aumentar os seus ataques às redes. E o preço a ser pago é alto: uma pesquisa do Instituto Ponemon, revela que o custo médio de uma violação de dados para uma corporação é de US$ 6,3 milhões.
Para atender à demanda crescente, as empresas de tecnologia precisam inovar e oferecer serviços diversificados, caminho oposto ao da commodity.
De acordo com a Eurosmart, associação internacional de promoção de tecnologias de segurança com uso de chip, 4,66 bilhões de cartões com chip serão produzidos em 2009, 10% mais que em 2008. A maioria voltada ao setor de Telecomunicações, cujas projeções são de 3,6 bilhões de SIM Cards em 2009, 12% superior.
Os SIM cards, cartões inteligentes responsáveis pela segurança do login às redes das operadoras GSM e 3G, também crescerão no Brasil. Segundo a Frost & Sullivan, eles serão responsáveis por mais de 30% do market share global e das receitas de smart cards em 2011 devido à migração das operadoras GSM para a tecnologia 3G e à forte concorrência relacionada à portabilidade.
Também o governo movimentará o mercado de smart cards, que deverá saltar, de acordo com estudo da Frost & Sullivan, de 79,6 milhões em 2005 para 260,4 milhões em 2011, consolidando o País como um dos principais mercados.
Nos programas de saúde e governo, estima-se aumento de 14%, saindo de 140 milhões para 160 milhões de cartões inteligentes. Isso ocorrerá porque, em vários países do mundo, governos estão adotando cartões com microprocessadores como documento de identificação no mundo físico e no virtual, modernizando a administração e a segurança pública, salvaguardando os cidadãos contra o roubo de identidade e permitindo que eles se identifiquem presencialmente, por telefone ou pela internet, economizando tempo e dinheiro, para realizar transações junto a instituições públicas e privadas, como realizar a declaração de Imposto de Renda e movimentar contas bancárias.
Seguindo essa tendência global, o governo federal brasileiro anunciou no ano passado a implantação de um novo modelo de identificação civil, o cartão RIC. Já no setor bancário e no varejo, haverá um aumento de 15% no volume mundial de cartões com chip, chegando a 700 milhões de smart cards em todo o mundo.
O crescimento da tecnologia de smart cards é uma excelente resposta ao problema dos crimes digitais, pois é um dispositivo seguro e a prova de fraude, que oferece funções criptográficas, algorítmos fortes e o armazenamento de assinatura digital e características biométricas e biográficas para garantir a identidade e autenticidade do usuário que está logando à rede de banco, operadora celular ou serviços públicos e privados na internet.
Fonte: Gazeta Mercantil





