Fornecedora de solução de Nota Fiscal Eletrônica, a Neogrid sugere a utilização de sistemas colaborativos, “que vão além do feijão com arroz”
Dois anos se passaram desde a emissão da primeira Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) no Brasil. Neste mês, 54 novos segmentos entraram na lista daqueles obrigados por lei a utilizar esta tecnologia. Ao todo, quase 100 segmentos já estão emitindo notas fiscais eletronicamente, o que auxilia no combate à sonegação e dá maior agilidade a processos. A expectativa do governo federal é fazer com que, até o fim de 2010, todas as empresas brasileiras estejam adaptadas ao novo modelo.
Quem também tem ganhado com estas mudanças são as empresas de tecnologia da informação. São elas que fazem a integração dos sistemas ERP aos ambientes digitais das secretarias de Fazenda, chamados de "Sefaz Virtual". Entre estas companhias de TI está a Neogrid, fundada há dez anos, em Joinville (SC), pelo empresário Miguel Abuhab - criador da Datasul, vendida à Totvs no fim do ano passado.
Uma das pioneiras em implementação de sistemas de NF-e, com cerca de 350 clientes com sua solução, a Neogrid tem procurado ir "além do feijão com arroz". É exatamente com estas palavras que André Ghignatii, diretor de ofertas de integração, colaboração e comunicação da Neogrid, define a atuação da empresa quando o assunto é NF-e. "Fazendo uma analogia à internet 2.0, estamos procurando trabalhar sob um conceito de ‘NF-e 2.0, com maior colaboração", explica. A ideia é simples: aproveitar a obrigatoriedade da NF-e, que exige adaptação de sistemas ERP, e acrescentar informações que possam agilizar processos, gerar economia e evitar problemas.
Segundo Ghignatii, é preciso "fazer do limão uma limonada", já que a NF-e "é apenas a ponta do iceberg". Entre os benefícios de um ambiente colaborativo mais amplo, está a otimização logística. "Fazendo conferência eletrônica, se consegue evitar que um caminhão trafegue com o produto errado", exemplifica.
Atualmente, as empresas que emitem NF-e operam por meio de um sistema CRM realiza basicamente quatro etapas: extração da nota fiscal, assinatura dela por meio de um certificado digital, envio e, por último, confirmação junto à Sefaz Virtual destinada. "A evolução é não fazer apenas isso. Uma vez que a empresa recebe a NF-e, pode também emitir pedidos eletrônicos, extrair informações do sistema ERP, enfim, fazer todo o processo do negócio", complementa Ghignatii.
Fonte: Revista Amanhã





