O Brasil globalizou o trabalho
Profissionais brasileiros descobriram o mercado Internacional. Com US$ 6 bi, a venda de serviços já é o segundo maior item da pauta de exportações
Data:
2006/04/24
Fonte:
revista Época - SP
(Época Negócios - Serviços) - pág. 58
Demorou. Mas dados do Banco Central indicam que, finalmente, o Brasil está entrando no jogo da globalização de serviços. Segundo o BC, o país exportou no ano passado US$ 6 bilhões em serviços. Essa quantia representa um crescimento de 35% em 2005 e poderá dobrar de tamanho até 2008, segundo a ecnomista Lia Valls, especialista da Fundação Getúlio Vargas. Se esse segmento da economia fosse uma indústria, já seria a segunda maior do país em exportações - só perde para a venda de minérios de ferro e empata com as vendas somadas de carros de passeio e veículos de carga para o exterior.
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A fronteira que falta romper é provavelmente a que tem maior potencial para gerar negócios: serviços ligados a softwares. A Certisign, empresa que faz negócios pela internet, acaba de conseguir os três primeiros contratos no exterior. O primeiro foi no México, com uma empresa que também emite certificados digitais, mas não tinha tecnologia para montar o sistema de um grande banco local. "O Brasil tem tecnologia de ponta nesse setor porque temos uma enorme quantidade de hackers por aqui", diz Sergio Kulikovsky, presidente da empresa. No ano passado, a Intel entrou no capital da Certisign como minoritária. Kulikovsky acredita que a sócia abrirá portas para o gigantesco mercado americano.
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