Certificação Digital: a hora do software
Data:
2006/05/30
Fonte:
Baguete Diário - RS
(Direto do forno) - pág. on line
Chegou o momento dos desenvolvedores de software prestarem atenção à Certificação Digital. O tema está prestes a explodir e quem estiver atento às possibilidades do mercado pode ganhar muito dinheiro. Foi a conclusão unânime dos debatedores do III Debaguete – Observatório Crítico da TI-Sul, realizado na manhã desta terça-feira, 30, no auditório da Assespro-RS no Tecnopuc.
“Não durmam no ponto. Depois vocês podem ler na Internet uma idéia que deu muito certo e perguntar porque não fizeram antes”, aconselhou Eduardo Arruda, diretor de Informática do Tribunal de Justiça do RS. Segundo ele, o desenvolvimento não toma muito tempo – case de sucesso, o projeto do TJ-RS foi concluído em 45 dias – e é possível usar bibliotecas livres sobre criptografia disponíveis na web.
<< Victor Estelles, diretor comercial regional Sul da Certisign, comparou o quadro atual ao vivido pela telefonia celular, dez anos atrás. “A tecnologia está a ponto de se massificar. Para isso, será preciso aplicações”, analisou Estelles. Segundo o executivo, “a hora para o empresário de software que quiser se posicionar bem é agora”. Os palestrantes apontaram como alvos para iniciativas comerciais companhias usuárias de soluções de GED e workflow sem módulos de assinatura e certificação digital.
Eles devem se somar a segmentos que estão adotando a novidade em peso, como contabilistas, poder judiciário e hospitais. “Tem contadores que compram kits de certificação para eles e para os clientes. Não é para menos: só as senhas que os motoboys têm de comprar em SP para ficar na fila da Receita já custam R$ 60”, ilustrou Rogério Barbosa, diretor de Certificação Digital da Serasa. Na área médica a digitalização é a resposta para a necessidade legal de manter arquivos de prontuários por 20 anos.
Rafael Bortolini, diretor de Projetos da Cryo, companhia especializada em BPM, comentou as dificuldades do caminho. “A principal é a falta de modelos externos. Os EUA, que são referência em TI, têm outro sistema legal sobre o assunto, assim que temos de desenvolver tudo”, resumiu. Mesmo assim, Bortolini acredita nas possibilidades de negócio da certificação: “Temos que aprender a ganhar dinheiro com isso”, resumiu.
O III Debaguete contou com patrocínio de Intelig e Plug In, além do apoio da Moreira & Associados Auditores.
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