Câmara tem lista de pendências em TI
Crimes de Informática, Assinaturas eletrônicas (certificados digitais), Impulso ao software e Agências Reguladoras são tópicos da lista de pendência da Câmara na área de TI.
Data:
2007/02/15 09:15:00 GMT-2
Fonte:
IDG Now - SP
por Camila Fusco
Apesar
de
os
deputados
da
Frente
Parlamentar
de
Informática
comemorarem
diversas
conquistas
para
TI
em
2006
–
tais
como
a
prorrogação
da
lei
de
informática
e
a
colocação
em
prática
de
algumas
medidas
contra
a
pirataria
–
a
lista
de
pendências
para
o
setor
ainda
é
extensa
para
este
ano.
Entre
elas
estão:
•
CRIMES
DE
INFORMÁTICA
–
Três
projetos
(PLS
76/2000,
PLS
137/2000
e
PLC
89/2003)
estão
na
lista
para
aprovação
e
efetivação
da
lei
específica
para
tipificar
os
crimes
de
informática.
Após
aprovados
na
Câmara,
foram
para
debate
ao
Senado,
mas
não
passaram.
No
momento,
o
senador
Eduardo
Azeredo
(PSDB)
ouviu
parte
das
reivindicações
dos
opositores
e
deve
fazer
ajustes
antes
de
encaminhá-los
para
a
sanção
presidencial.
Na
avaliação
do
deputado
Julio
Semeghini
(PSDB),
novo
presidente
da
Comissão
de
Ciência
e
Tecnologia
da
Câmara,
a
aprovação
é
essencial
para
o
Brasil
ganhar
inclusive
em
competitividade.
“Está
claro
que
o
País
precisa
de
leis
como
essa
para
assinar
acordos
internacionais
e
para
resolver
problemas
práticos
de
combate
aos
crimes
digitais”,
comenta.
•
ASSINATURAS
ELETRÔNICAS
–
Também
é
prioridade
para
2007
a
aprovação
do
projeto
de
lei
que
trata
da
regulamentação
jurídica
da
assinatura
eletrônica.
Há
praticamente
seis
anos
o
tema
é
abordado
pela
Medida
Provisória
2200-2/2001,
mas
ainda
precisa
de
ajustes.
O
projeto
de
lei
está
em
sua
última
fase
na
Comissão
de
Constituição
e
Justiça
e
da
Câmara
e
foi
colocado
pelo
Instituto
Nacional
de
Tecnologia
da
Informação
(ITI)
como
um
dos
assuntos
mais
urgentes
para
o
ano.
•
IMPULSO
AO
SOFTWARE
–
Diversos
projetos
de
lei
sobre
incentivos
ao
setor
de
software
–
colocado
como
prioridade
pelo
governo
nos
últimos
anos
–
tramitam
na
Casa
sem
uma
integração
desejável.
Entre
eles
dois
tratam
de
desoneração
e
estímulos
a
exportação.
O
governo
também
precisa
definir
se
cobrará
a
Contribuição
de
Intervenção
no
Domínio
Econômico
(Cide)
apenas
sobre
os
royalties
dos
softwares
ou
também
sobre
a
importação
dos
programas,
medida
esta
contestada
veementemente
pelas
empresas
do
setor.
“Esse
imposto
que
incidiu
sobre
a
importação
do
software
está
criando
uma
certa
insegurança
entre
as
empresas
do
ramo.
De
nada
adianta,
por
exemplo,
baixar
o
preço
do
hardware,
como
no
programa
Computador
para
Todos,
e
elevar
o
do
software”,
complementa
Semeghini.
Tal
discussão
já
foi
encaminhada
ao
Senado
em
uma
das
medidas
provisórias
e
deve
seguir
para
votação
na
Câmara.
•
AGÊNCIAS
REGULADORAS
–
O
projeto
de
lei
3337/04,
que
aumenta
o
controle
das
agências
reguladoras
pelos
ministérios
aos
quais
estão
vinculadas,
está
em
debate
há
quase
três
anos
e
também
carece
de
definição.
Várias
alterações
já
foram
propostas,
entre
elas
a
que
fixa
os
mandatos
dos
dirigentes
das
agências
em
quatro
anos,
com
estabilidade
nos
cargos
durante
esse
prazo.
Atualmente,
o
mandato
é
de
quatro
ou
cinco
anos,
dependendo
da
agência.
Os
estímulos
propostos
pelo
PAC
–
sobretudo
em
relação
a
TV
digital
–
tornam
o
projeto
de
lei
ainda
mais
urgente.
Outro
assunto
sensível
que
faz
parte
das
pendências
do
governo
de
forma
geral,
não
apenas
da
Câmara,
trata
da
liberação
dos
quase
5
bilhões
de
reais
retidos
no
Fundo
de
Universalização
dos
Serviços
de
Telecomunicações
(Fust).
Segundo
o
ministro
Hélio
Costa,
das
Comunicações,
o
procedimento
para
o
uso
dos
recursos
já
foi
encaminhado
ao
Tribunal
de
Contas
da
União
(TCU),
ao
presidente
Lula
e
à
Casa
Civil
e
neste
momento
está
na
Agência
Nacional
de
Telecomunicações
(Anatel)
para
análise.

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