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Ano 7 - dezembro de 2008 
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Escala e confiança são diferenciais no comércio eletrônico

Garantir que os usuários do comércio eletrônico se sintam seguros e conseguir melhores negociações com fornecedores, para reduzir os preços, são os maiores desafios das empresas que atuam no segmento.

Data: 2007/08/17 17:25:00 GMT-3
Fonte: Seguros.com

De acordo com Ygor Camerieri, porta-voz da Câmara e-net, o consumidor ainda tem medo de comprar pela Internet. "É uma questão cultural, as pessoas ainda não perceberam que é muito mais seguro fazer compras on-line", justifica Camerieri. Para o executivo, o problema não está na infra-estrutura das lojas, mas sim na confiança do consumidor. Nesse sentido, a Câmara espera que a certificação digital possa mudar a percepção das pessoas em relação ao serviço.

Para Patrícia Vance, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA) e do Programa de Administração do Varejo (Provar), a familiaridade com a marca é uma das principais razões que levam os consumidores a optarem pelo comércio eletrônico. "O cliente acaba sempre preferindo ir para uma empresa com forte reputação no mercado", afirma. Isso inibe, de certa maneira, a entrada de novos participantes no mercado. De acordo com a professora, as empresas menores acabam tendo maior sucesso quando atuam em nichos ou com produtos diferenciados.

O tamanho das empresas também acaba sendo um diferencial por conta da possibilidade de melhores negociações com fornecedores e, consequentemente, de ofertar preços mais baixos. Patrícia ressalta que a concorrência no varejo on-line é muito baseada em preços, já que os consumidores podem pesquisar valores com extrema facilidade e rapidez. Nesse sentido, a professora diz que a entrada de empresas como Casas Bahia, Wal Mart e Carrefour no comércio eletrônico, prevista para o ano que vem, deve provocar uma queda nos preços. "Essas companhias são reconhecidas por seus preços baixos e melhores condições de compras", justifica.

Ludovino Lopes, vice-presidente da câmara e-net, acredita que o fato da B2W (organização resultante da fusão entre Americanas.com e Submarino), possuir 50% do mercado de vendas on-line não representa um perigo para o setor. "Algumas empresas estão hoje colhendo os frutos do pioneirismo e isso tende a fazer com que outros participantes do mercado entrem no comércio eletrônico. Considero isso um bom sinal", afirmou o executivo. Segundo Pedro Guasti, diretor geral da empresa de pesquisas e-bit, o segmento deve começar a ver a entrada de grandes players na disputa. "A briga vai ser boa", promete.

O comércio eletrônico apresentou crescimento de 49% no primeiro semestre de 2007, segundo o relatório WebShoppers, estudo semestral promovido pela e-bit. O faturamento no setor atingiu o montante de R$ 2,6 bilhões, sem incluir as vendas de passagens aéreas, automóveis e leilões virtuais.

Os produtos mais vendidos foram livros (17%), equipamentos de informática (13%) e eletrônicos (10%). Outro dado que chama atenção é o aumento do público feminino entre os consumidores on-line. As mulheres foram responsáveis por 45% de todos os pedidos efetuados pela Internet, contra 43% no ano anterior.


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