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Ano 7 - dezembro de 2008 
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Produção maior de certificados depende apenas da demanda

O presidente da Certisign, Sérgio Kulikovsky, garante que as empresas têm condições de adaptar rapidamente as suas unidades para a emissão de certificados digitais, mesmo para um contingente estimado de três milhões de microempresas e empresas de pequeno porte, que deverão usar a tecnologia em função da adesão delas ao Simples Nacional.

Data: 2007/10/31 11:40:00 GMT-2
Fonte: Convergência Digital - Luiz Queiroz - 5º Certforum

Obviamente, lembra o executivo, esse trabalho de adequação não leva apenas uma semana para ser cumprido. Kulikovsky, no entanto, assegura que as empresas só dependem da demanda exigida pelo mercado, para dimensionar o aumento da produção num tempo razoalvelmente curto, para atender, por exemplo, o volume de pedidos estimado em função da adesão das PMEs ao Simples Nacional.

"Atualmente o mercado está preparado para a emissão de até 10 mil certificados/dia", explicou Kulikovsky. Ele observou que esse foi o pico da emissão de certificados registrado nos últimos três dias de junho, quando as empresas necessitavam da certificação digital para transmitir suas informações para a Receita Federal.

Numa situação hipotética, considerando que o governo deverá escalonar por faixas de arrecadação a inserção de empresas na certificação digital, o presidente da Certisign acredita que as certificadoras poderão, por exemplo, atender uma demanda de um milhão de pedidos, num prazo de cinco a seis meses.

O problema, segundo ele, é a garantia que a empresas - ao dimensionarem suas unidades para produção em massa dos certificados - terão no final, de um comprador. "Há um ano, a demanda/dia era de mil certificados", explicou.

Depois do pico de junho - forçado pela Receita Federal - Sérgio Kulikovsky afirma que o mercado retraiu. Com isso, a demanda voltou a ficar em torno dos mil certificados digitais/dia. Essa queda, observa, deixou as empresas com capacidade ociosa de emissão.

Há ainda, na visão do presidente da Certisign, o problema da implantação das Autoridades de Registro em todo o país, entidades responsáveis pela validação das pessoas que adquirirem os certificados digitais. Kulikovsky explica que, embora seja complicada a montagem desta operação, a empresa conseguiu criar 100 ARs no período de um ano. "Dá para implantar", assegurou.

O executivo entende que o mercado cresceu e já não é tão dependente das ações que a Receita Federal implementar. Admite também que os bancos recuaram e não assumiram, de fato, o papel de indutor da massificação da certificação digital. Mas, segundo ele, já existem atividades paralelas que adotaram a tecnologia como prioridade.

"Temos por exemplo, a Agência Nacional de Saúde, a OAB e todo o Judiciário que são personagens importantes e que estão assumindo esse papel. Mesmo a própria Receita Federal e as Fazendas Estaduais também contribuem para ampliar a importância e aquisição da certificação, quando melhoram seus processos de fiscalização", concluiu o presidente da Certisign. Kulikovsky participou do 5º CertForum, evento promovido pelo ITI, em Brasília sobre a Certificação Digital no Brasil.


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