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Ano 7 - outubro de 2008 
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Comércio eletrônico conquista classes C e D

Quando o assunto é compra online a segurança é sempre importante. Hoje em dia muitas pessoas se utilizam da facilidade de construir uma loja e vender produtos na internet para aplicar golpes.

Data: 2008/06/26
Fonte: Paranashop

Hoje mais de 39 milhões de brasileiros têm acesso à internet, sendo que entre eles, 24% utilizam o comércio eletrônico. Os dados, fornecidos pelo Webshoppers em parceria com o e-bit, ainda apontam que os produtos eletrônicos, seguido dos livros, revistas e jornais, foram os mais vendidos no último Natal, 17% e 16% das vendas respectivamente. O mercado virtual, antes praticamente restrito às classes A e B – que tinham acesso à internet, agora se abre para consumidores de classes sociais mais baixas. A democratização da internet, a possibilidade de comparação de preço sem sair de casa e o acesso a produtos antes não encontrados no comércio local, somado ao avanço no poder de compra das classes C e D são, segundo alguns especialistas, o motivo do crescimento em regiões menos desenvolvidas, como Norte e Nordeste do país.

“Nos últimos cinco anos o mercado apresentou crescimento de aproximadamente 45% e o resultado é, em grande parte, em função do crescimento nas vendas para consumidores de baixa renda e nos estados menos desenvolvidos”, explica Gerson Rolim, diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. O mercado, que movimentou R$ 6.3 bilhões no Brasil em 2007, segundo publicação da e-bit em parceria com a camara-e.net, espera chegar na casa dos R$ 10,5 bi até 2010, o que é bastante representativo para um mercado online relativamente novo, como é o brasileiro. A expectativa é que o número de e-consumidores chegue a 10 milhões até o final deste semestre.

Uma das empresas que tem acreditado no potencial desse mercado é o shopping virtual Tradepar (www.tradepar.com.br), criado em Curitiba em 2004. O site já conta com mais de 70 lojas de todo o Brasil e hoje já comemora mais de 750 mil visitantes e oito milhões de page views mensalmente, além do crescimento diário de 3%. “O e-comércio é promissor e estamos nos adaptando às demandas atuais para satisfazer o cliente, investindo muito em segurança e conforto na hora da compra”, afirma Edson Vieira, diretor do shopping virtual.

Segurança na internet

Quando o assunto é compra online a segurança é sempre importante. Hoje em dia muitas pessoas se utilizam da facilidade de construir uma loja e vender produtos na internet para aplicar golpes. O diretor do Tradepar explica que grande parte dos sites comparativos de preço trabalha com códigos de isenção de responsabilidade em relação às lojas anunciadas. Com isso, não respondem por possíveis fraudes na hora da compra. “Isso prejudica a imagem da venda online de maneira genérica. Os shoppings virtuais sérios trabalham constantemente para oferecer um espaço seguro na internet, em que anunciantes e clientes possam confiar”, explica.

Vieira destaca que o foco do Tradepar não é ser um comparativo de preços, como os grandes sites de venda online, mas sim oferecer segurança e qualidade aos seus clientes. “A maioria das nossas lojas anunciantes existe fisicamente. Antes de entrar para o shopping, a loja é submetida a uma pesquisa sobre a sua idoneidade e procedência. Buscamos lojas sérias, com políticas claras de entrega e devolução de produtos. Desta forma, ganhamos a confiança dos clientes, que passam a comprar na internet com mais tranqüilidade”. Outro diferencial de alguns shoppings virtuais, como o Tradepar, é que os anunciantes fecham contratos semestrais e anuais, o que não acontece na maioria dos casos, em que a loja paga por clique e tem um vínculo menor com o site ou portal de vendas.

Um movimento que está ficando conhecido na web é o Internet Segura (Internetsegura.org), que incentiva a participação coorporativa em prol da segurança na rede. Lá é possível encontrar dicas de como se proteger na internet, entender os termos utilizados pelos sites (adware, assinatura digital, ataque etc.) e ter acesso à central de apoio ao internauta, em que é possível fazer perguntas específicas e tirar dúvidas.

Na opinião de Rolim, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, comprar nas lojas “offline” oferece tantos riscos ou mais do que na internet “Ir ao shopping também pode ser perigoso. Acidentes no trânsito, roubos na loja, clonagem de cartão, tudo isso pode acontecer”, afirma. “Por isso garanto que comprar na internet é seguro, o cliente precisa apenas tomar alguns cuidados, como em qualquer outro estilo de compra” completa.

Dicas básicas para se proteger antes de comprar na internet:

1) É seguro preencher cadastros em sites que usem pelo menos SSL como criptografia de dados. O SSL é uma conexão segura (endereços iniciados em https:// e com o cadeado ativado). Clique no cadeado e verifique se a informação do certificado corresponde com o endereço na barra de endereços do navegador;

2) É seguro baixar arquivos em sites conhecidos e que tenham política de privacidade e segurança claras;

3) É seguro fazer operações de Internet banking direto no site do banco. Sempre entre no Internet Banking digitando o endereço no navegador. Jamais utilize links de e-mail ou bookmarks (favoritos);

4) É seguro fazer compras com cartões de crédito em lojas virtuais com marcas reconhecidas;

5) É sempre bom procurar por lojas que tenham alguma referência no mercado e  com canais de atendimento ao consumidor;

6) Certificação Digital - o uso de uma identidade digital, ou certificado digital, favorece a segurança de uma comunicação ou transação on-line, pois através delas, fica garantido a identidade do usuário.


Clique aqui para saber como identificar um site seguro.


 
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