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Usuário deve ficar atento aos meios seguros para pagar contas pelo celular
Meios como o SMS e as centrais telefônicas devem ser evitados, já que ambos não protegem os dados e a senha do consumidor
Data:
2008/09/04
Fonte:
MSN Seu dinheiro
O mobile payment (pagamento móvel) já é uma realidade no Brasil - com testes realizados desde 2006 -, entretanto, a segurança do usuário no momento de efetuar uma compra ou pagamento pelo celular depende de alguns cuidados essenciais.
É importante que o usuário fique atento aos meios mais seguros para pagar suas contas como, por exemplo, aqueles que usam criptografia. Além disso, é bom evitar pagamentos por meio de troca de mensagens de texto (SMS) ou atendimento de central telefônica, os quais não protegem os dados e a senha.
O mobile payment se realiza hoje no Brasil pelo registro do aparelho, pela autenticação do celular e do usuário, mediante uso de senhas no momento da compra, e por sistemas de confirmação e do envio de dados criptografados.
Além disso, as barreiras de segurança estão em aperfeiçoamento contínuo, como algumas soluções que vão além e ainda oferecem recursos avançados anti-pirataria e anti-clonagem dos aplicativos.
Em uma entrevista concedida em maio, o gerente de canais da TrendMicro, Charles Simão, afirmou que se engana quem acredita que acessar o banco via celular é mais seguro do que via internet. "Já temos várias pragas que infectam os celulares, assim como na internet", afirmou.
Além das ameaças que já são reais, Simão acredita que muitas outras ainda vão surgir. "O número de pragas virtuais cresce na mesma proporção em que aumenta o uso da tecnologia: quanto mais pessoas usarem o mobile banking, mais essa ferramenta estará na mira dos hackers e golpistas, que criam formas de invadir o sistema no computador e também no celular".
Diferença dos custos
Não há restrição quanto ao uso de celulares pré e pós-pagos. A diferença para o usuário é que, no caso de aplicativos instalados no aparelho celular, onde existe uma demanda de tráfego de dados pela rede das operadoras, os pós-pagos oferecem planos mais em conta.
Uma transação financeira baseada em aplicativo instalado no aparelho gera um tráfego de dados de até 3 KB, o que representa um custo para o usuário em torno de R$ 0,017.
Formas de pagamento
Existem três formas básicas de pagamento móvel: pré, pós e em tempo real. O primeiro implica um acordo com determinadas companhias que oferecem os serviços e solicitam um depósito de onde serão debitados os pagamentos.
O sistema pós-pago funciona como a fatura de um cartão de crédito: o consumidor utiliza os serviços dentro do limite pré-aprovado e recebe uma fatura no fim do período determinado.
Já no sistema em tempo real, basta efetuar o pagamento, e os dados com o valor da compra são transmitidos para a conta bancária do consumidor e o débito é feito automaticamente, como ocorre com o cartão de débito.
Principais serviços disponíveis
Hoje, os serviços mais comuns utilizados no Brasil por meio dos aplicativos móveis são os de taxi, recarga de celular, delivery, compra de passagens, farmácias, redes de fast food e compras on-line. Eles estão disponíveis nas maiores capitais em mais de 22 mil estabelecimentos credenciados.
E esses números tendem a se transformar, uma vez que o aumento da demanda, devido à praticidade, irá gerar um aumento do número de serviços e estabelecimentos comerciais que aceitam o m-payment.
Todos podem utilizar, com diferença de tecnologia
O serviço de mobile payment pode ser utilizado por qualquer pessoa que possua um celular. O que difere é a tecnologia utilizada.
Enquanto as mais acessíveis são o download de aplicativo, o SMS e a ligação de auto-atendimento, ainda existem outros sistemas como a instalação de chip, a necessidade de ter um aparelho compatível e ainda possuir uma conta bancária.
Para que o usuário ative a opção de mobile payment, ainda é necessário realizar a contratação do novo canal eletrônico com sua operadora de cartão, de telefonia ou com o banco.
Os dispositivos móveis mais comuns são os celulares, mas aqueles que já são usuários de smartphones e PDAs têm sido os primeiros a usar esse meio de pagamento.

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