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Ano 7 - dezembro de 2008 
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À prova de fraudes

"A Certisign sempre se diferenciou no mercado porque desde que nasceu tudo gira em torno da certificação digital. É o core da empresa"

Data: 2008/10/16
Fonte: Jornal do Commercio Brasil

A Certisign, desde a sua criação, em 1996, é uma empresa focada em certificação digital e, até 2001, quando foi regulamentada a lei que dá validade jurídica à tecnologia no País, revendia soluções para sites chamadas de autoridade certificadora, mais voltadas para corporações.

A certificação digital funciona como uma credencial eletrônica que identifica uma pessoa na internet. Com o seu uso, o usuário pode assinar um documento ou se autenticar em qualquer sistema eletrônico ou site sem o uso do tradicional login e senha, que permite uma grande vulnerabilidade no acesso às informações.

Márcio Nunes, diretor de inovação e desenvolvimento de produtos, ressalta que "a Certisign sempre se diferenciou no mercado porque desde que nasceu tudo gira em torno da certificação digital. É o core da empresa".

A partir de 2001, com a regulamentação da ICP, ou Infra-estrutura de Chaves Públicas, é a sigla no Brasil para PKI - Public Key Infrastructure -, conjunto de técnicas, práticas e procedimentos elaborado para suportar um sistema criptográfico com base em certificados digitais, o grande desafio, segundo o diretor, foi apresentar os diversos modos de uso e vantagens do certificado digital tanto para pessoa física quanto jurídica.

A ICP-Brasil foi instituída pela Medida Provisória 2.200 e, em julho de 2001, as atividades do Comitê Gestor ICP-Brasil foram regulamentadas e redefinidas pelo decreto 3.872.

"Com a certificação digital, processos são desmaterializados, não são mais necessários papéis. A lei brasileira é uma das mais fortes no mundo, e o nosso modelo é considerado o melhor, com todo o seu arcabouço tecnológico, aderência a padrões internacionais - normas, procedimentos, segurança física e lógica e legislação".



par de chaves. O conceito de certificação digital faz uso da criptografia assimétrica, que funciona com pares de chaves - a pública e a privada. Segundo o instituto de pesquisa de mercado Yankee Group, cerca de dois terços das organizações vão implantar soluções de criptografia nos próximos dois anos com o intuito de dar mais segurança às suas informações confidenciais.

"A identidade digital não é fraudável. A assinatura digital substitui com vantagens a manuscrita, e você pode garantir a autenticidade de um email pessoal ou corporativo, documentos, newsletters entre outros".

Do ponto de vista técnico, o princípio da criptografia é o mesmo para pessoa física e jurídica, o que varia é, por exemplo, a quantidade de documentos necessários para a validação de uma assinatura.

A ICP avalia o nível de segurança de guarda do certificado digital, e confere certificados que vão de A1 (menos seguro) até A4 (mais seguro). No certificado A1, a assinatura é guardada na máquina, o que, segundo Nunes, propicia baixo nível de segurança, principalmente se a máquina for compartilhada.

"Eu aconselho sempre o uso de certificados categoria A3, com a assinatura guardada em um hardware criptografado, como um token ou smartcard. É muito mais seguro, já que nenhum procedimento é realizado fora deste hardware e nada é gravado no dispositivo nem roda na memória da máquina".

A Certisign encerrou 2007 com a emissão de 600 mil certificados digitais e, para este ano, a meta é chegar a 1 milhão, nos mais diversos segmentos de atuação, como prefeituras, governos e outros órgãos públicos, escritórios de advocacia, instituições financeiras, empresas de contabilidade, comércio eletrônico e muitos outros.

Em 2006, a empresa faturou R$ 19,5 milhões, em 2007 chegou a R$ 40 milhões e deve fechar este ano com faturamento em torno de R$ 80 milhões, impulso proporcionado pelo crescimento da adoção de assinaturas eletrônicas, que representam 70% da receita.

"Para o próximo ano, mantemos a nossa meta de crescimento, apesar da crise nos Estados Unidos. O fato, com certeza, irá afetar o mercado e desaquecer a demanda, e as ofertas em TI serão mais seletivas. Mas o tamanho do impacto ainda não conseguimos medir".

No Brasil, o mercado deve se manter aquecido por conta do lançamento do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), projeto que moderniza os processos de escrituração contábil, de escrituração fiscal e nota fiscal eletrônica, cuja implantação é viabilizada com a utilização do certificado digital (e-CPF, e-CNPJ, certificados para NF-e, etc).

Cerca de 29 mil estabelecimentos em 27 estados terão até janeiro, e 12 mil até junho de 2009, para se adaptar ao Sped. Entre as vantagens, destaca-se a simplificação de obrigações acessórias, agilização nos procedimentos sujeitos ao controle das administrações tributárias e redução dos custos em decorrência da dispensa de emissão e armazenamento de documentos em papel.

"O projeto garante transparência em todos os serviços governamentais, em todas as esferas. Acaba com as fraudes, com o anonimato e confere confiança aos processos", diz Nunes.


Clique aqui para saber como identificar um site seguro.


 
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