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A distinção entre o que é fato e o que é fake no mundo virtual

Com o avanço das redes sociais, qualquer pessoa hoje pode ter acesso a um assunto ou perfil disponíveis na Internet. O contato com um grande executivo ou mesmo uma celebridade está ao alcance de todos por intermédio de sites como o Orkut, Twitter, Facebook e My Space. O grande desafio hoje, no entanto, é garantir a autenticidade das informações.

Afinal, será que Arnold Schwazenegger, Madonna, Bill Gates, Barack Obama e outros nomes consagrados realmente fazem parte dessas redes? Será que aquele determinado conteúdo procede ou foi inventado? Cada informação postada na rede, seja de cunho político-social ou artístico, muitas vezes não está sob controle, podendo, em alguns casos, prejudicar a imagem de uma pessoa ou corporação. Enfim, é cada vez mais difícil distinguir o que é fato e o que é fake no mundo virtual.

No ambiente corporativo a identificação real de quem está do outro lado da rede se comunicando com você e a veracidade das informações que transitam é imprescindível. Dois casos recentes apresentam isso de maneira clara:

Caso 1 - Um candidato a uma vaga de emprego postou no Twitter o seguinte comentário “A Cisco acaba de me oferecer um emprego! Agora tenho que pesar entre ter um salário gordo com o fato de ter que ir todo dia para San Jose e odiar o trabalho”. O tweet chamou a atenção de Tim Levad, da Cisco, que respondeu:
“Quem é o gerente de contratação? Estou certo que ele adoraria saber que você odiará seu trabalho. Nós aqui na Cisco somos versados na internet”.

Caso 2 - O vice-presidente da agência de comunicação Ketchum foi fazer uma apresentação aos funcionários da Fedex, seu cliente, em Memphis. Antes de iniciar a palestra, postou o seguinte comentário no Twitter: “Uma confissão. Estou em uma daquelas cidades onde coço a minha cabeça e digo ‘eu morreria se tivesse que morar aqui’”. O problema é que a maioria dos funcionários da Fedex é de Memphis e eles ficaram muito ofendidos pelos comentários.

Para evitar situações como essas, a primeira providência que as organizações devem tomar, obviamente, é alertar seus colaboradores e monitorar o uso das redes sociais. A implantação da tecnologia de certificação  digital, por sua vez, é uma medidida determinante para garantir e legitimar a veracidade de qualquer informação eletrônica. Resguardada a segurança interna e garantida, portanto, a veracidade e autenticidade das informações, é hora de implantar as soluções de gerenciamento das identidades digitais em uso, que possibilitem gerenciar quem pode falar o quê para quem e como isso deve ser feito.  

Uma das ferramentas disponíveis no mercado para esse propósito é o IMS (Identity Management System). Trata-se de uma solução apta a monitorar o ciclo de vida de identidades digitais, desde sua validade a suas funcionalidades, bem como contribuir para a gestão das informações, evitando fraudes e vazamento de dados sigilosos na rede.   

Por fim, é importante ressaltar que as redes sociais estão aí para promover a troca de ideias e conhecimentos e, como tal, devem ser vistas como aliadas dos executivos, e não como obstáculos no seu caminho. Contudo, como ocorre em todas as esferas da vida corporativa, é preciso se prevenir.