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Ano 7 - outubro de 2008 
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Garantir que os processos críticos de uma organização retornem a um nível de operação aceitável atendendo ao tempo máximo de parada, previamente estipulado pela empresa, este é o objetivo do Plano de Continuidade de Negócios.

Conhecendo a Gestão de Continuidade de Negócios

Por Orlando de S. Oliveira Filho*

A Gestão de Continuidade de Negócios, GCN, tem como principal objetivo criar, manter e incorporar um plano de ação à organização, denominado PCN - Plano de Continuidade de Negócios. O PCN é composto por uma série de procedimentos e medidas que devem ser executados perante um incidente considerado extremamente crítico. Essa ação é tomada para garantir que os processos críticos de uma organização retornem a um nível de operação aceitável atendendo ao tempo máximo de parada, previamente estipulado pela empresa.

Um desastre pode demandar um grande dano ou prejuízo aos processos de uma organização, chegando a ponto de comprometer sua própria existência. Pode ser uma inundação, um atentado, um incêndio, o mau funcionamento de hardware e software, ações intencionais, falha humana, etc. Mas o que determina se um evento é um desastre ou não, dependerá de quanto tempo o processo crítico do negócio poderá suportar determinada interrupção.

Antes de definir exatamente o que é um desastre para uma organização, faz-se necessário mapear todos os processos críticos e o tempo máximo de indisponibilidade que esses processos podem ficar inoperantes. Sendo assim, todo e qualquer evento que comprometa esse tempo, poderá ser considerado um desastre.

A Gestão de Continuidade de Negócios tem por objetivo “não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de falhas ou desastres significativos, e assegurar a sua retomada em tempo hábil, se for o caso”. (ISO/IEC 17799, 2005).

Para garantir a Gestão de Continuidade de Negócios, é primordial elaborar um Plano de Continuidade dos Negócios, avaliando os riscos antecipadamente, para defrontar um desastre e minimizar as perdas financeiras da empresa.

Gerenciar um programa de GCN é uma tarefa complexa e de longo prazo. Devido ao dinamismo das organizações, o processo precisa ser revisado e atualizado constantemente para que não se torne defasado.

Poucas organizações estão preparadas para lidar com o inevitável ou uma ameaça. Mesmo sabendo dos potenciais impactos que podem causar à organização, muitas empresas ainda não possuem um “plano B” para enfrentar momentos de crise. Muitas das vezes, optam por atuar com soluções pontuais de reposição e continuidade.

Entretanto, aos poucos, essa realidade está mudando. Com os acontecimentos dos últimos anos, ligados principalmente a desastres naturais e terrorismos, muita coisa se modificou no mundo dos negócios. Desde então, a Gestão de Continuidade de Negócios passou a ser vista como uma atividade mais do que obrigatória para as organizações, pois falhar no mundo de hoje não é um bom negócio.

* Orlando de S. Oliveira Filho é especialista de operações da Certisign. Pós-graduado em Gestão Empresarial e Sistemas de Informações e graduado em Análise de Sistemas. Possui certificação ITIL Foundation.

agosto/2008


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