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Provedores
tentam vencer a 'guerra'
Fonte: Folha de Pernambuco, 03/09/2003
Na maioria dos
provedores de acesso à Internet,
o nível de proteção
oferecido ao usuário ainda não
lhe dá a possibilidade de bloquear
mensagens consideradas spams. Por enquanto,
as queixas são feitas através
de ligações para o suporte
técnico das empresas, mas não
existe um departamento específico
para o registro desse tipo de reclamação.
Para barrar os spammers, os provedores
contam com a ajuda de listas anti-spams,
com os endereços e os IPs de onde partiu o envio das mensagens indesejadas
mais conhecidos pelos internautas no mundo, catalogadas por empresas especializadas
no assunto.
Outra forma de bloqueio pelos provedores baseia-se na quantidade de e-mails enviados
por uma pessoa. O envio da mesma mensagem para um determinado número de
destinatários gera suspeita e exige uma investigação maior
sobre a real finalidade do e-mail. Alguns provedores simplesmente impedem o envio
da mensagem.
Oferecer serviços específicos e "exclusivos" contra os spams tornou-se
um atrativo à parte para a conquista de novos clientes. Em abril do ano
2000, o UOL implantou o primeiro sistema que permitiu ao assinante bloquear remetentes
indesejados. Em janeiro passado, o provedor começou a implantar em seus
servidores de e-mail um conjunto de filtros capazes de barrar automaticamente
grandes quantidades de spam, o AntiSpam UOL. A empresa garante que, com isto,
47% dos 15 milhões de e-mails que passam diariamente pelos seus servidores
passaram a ser barrados.
A pernambucana Hotlink é uma das que estão desenvolvendo soluções
para os clientes em busca de mais proteção contra os spams. Entre
elas, uma que permite que o internauta escolha as mensagens que quer receber,
criando uma lista de e-mails autorizados que será enviada ao servidor.
As mensagens não autorizadas serão bloqueadas ainda no provedor
e não chegarão às caixas postais dos usuários.
Segundo declarações do engenheiro Phillips Halam-Baker, cientista-chefe
da empresa de autenticação digital Verisign, que participou da
criação da World Wide Web (WWW), uma das soluções
para o fim dos spams seria a certificação de todos os provedores
de e-mail, cerca de um milhão, já que não dá para
controlar as bilhões de contas existentes. Para ele, o custo gerado seria
inferior aos prejuízos causados pelos spams. Halam-Baker declarou à Folha
Online que há ISPs (provedores de serviços de Internet) que têm
data centers do tamanho de um campo de futebol, com cerca de cem equipamentos. "Se
o spam não existisse, apenas uma máquina seria suficiente".
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