Um novo horizonte para o mercado de TI
O SPED representa uma grande oportunidade para as empresas de tecnologia, mas é preciso ter cuidado com aquelas que se oferecem como ‘a solução de seus problemas’. Essa é a opinião de Walter Acras, gerente de Alianças e Canais da Neogrid.
Confira a entrevista completa.
CertiNews – Como você avalia os impactos da chegada do SPED no seu setor?
Walter Acras – Para o setor de TI, o SPED, composto pelo SPED Contábil, Fiscal e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), teve dois desdobramentos: as áreas de TI das empresas emissoras assumiram esta responsabilidade, seja desenvolvendo internamente (caminho nebuloso que algumas empresas seguiram) ou analisando, escolhendo e comprando algumas soluções de mercado. Nesse processo é necessário ter um extremo cuidado. Não se pode analisar apenas o fator “preço”, visto que estamos assistindo centenas de empresas oferecendo a “solução de seus problemas”. Portanto, é fundamental procurar saber quem será o responsável por isso, o histórico, estrutura, clientes, e, principalmente, se em 5 anos continuará a existir. Já para as Softwares Houses está sendo uma grande oportunidade, pois tanto a NF-e Federal, como a estadual e municipal estão demandando novos processos na empresas e, consequentemente, aquecimento do mercado e profissionais qualificados.
CertiNews - Quais são os principais benefícios desse projeto?
Walter Acras – Para as empresas de TI e, em particular a NeoGrid, especializada no B2B (Business to Business) a nota fiscal eletrônica quebra paradigmas. Além disso, mostra que Internet é o ambiente ideal para negócios (com a certificação/assinatura digital tendo cada vez mais importância). Nossos clientes que estão trafegando notas e ainda não utilizavam nossas soluções já implantaram ou analisaram outras de nosso portfólio, que vão desde o envio do pedido até soluções de planejamento de demanda, de logística, financeira e mercantil.
CertiNews – Como foi, logo no início, e como está hoje a aceitação do projeto SPED?
Walter Acras – Em abril de 2006, com a participação de 19 empresas no piloto da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), poucos acreditavam que o projeto pudesse ir adiante. Mas, logo na primeira onda de obrigatoriedade (abril de 2008) ficou claro que não haveria volta. Desta forma, o cronograma está sendo cumprido e tem a NF-e em um estágio mais avançado com as Secretarias de Fazenda estaduais mencionando que, até o final de 2009, entre 80% e 85% da arrecadação de ICMS sobre as operações comerciais já ocorrerrão sobre operações documentadas com NF-e.
CertiNews – Quais os principais empecilhos que esse setor tem enfrentado para alavancar de vez a implantação?
Walter Acras – Na verdade estamos encontrando muitas empresas com pouca ou nenhuma base tecnológica, o que dificulta, e muito, a geração e posterior envio dos arquivos. Já alguns ERP´s se prepararam e estão atendendo seus clientes a contento enquanto aqueles que tem um sistema próprio tiveram um pouco mais de dificuldade em gerar os arquivos, regras e dados solicitados pela SEFAZ.
CertiNews - Algum comentário final ?
Walter Acras – Gostaria de chamar a atenção para um tema que não está tendo a devida atenção. O recebimento das NF-e´s. No que diz respeito a fiscalização, as notas, ou melhor, os arquivos das notas recebidas são tão importantes quanto as emitidas. Está bem claro no ajuste SINIEF 07/05 que o destinatário deve verificar a autenticidade, validade e autorização, além de manter a guarda e deixá-las disponíveis para consulta, a qualquer tempo, da SEFAZ. E o mais importante, ambos são solidários em eventuais fraudes cometida por uma das partes.
Ou seja, sua empresa poderá ser autuada se não conseguir responder as perguntas; Onde estão os arquivos do fornecedor “X” ? Os arquivos do fornecedor ‘X” são válidos, autênticos e autorizados ?
Para ter respostas a estas perguntas, muitas empresas já estão utilizando a solução NeoGrid/Certisign de Recebimento de NF-e, para atender totalmente a legislação.





