O avanço dos blogs e das redes sociais e o risco das informações falsas e distorcidas.
O Brasil já é o segundo país do mundo com o maior número de blogs ativos – cerca de 60 milhões, perdendo apenas para os Estados Unidos. O índice de visitação também é um fenômeno de proporções expressivas: cerca de 12 milhões de pessoas acessam blogs e tiram de lá, sobretudo, impressões sobre empresas e produtos.
As redes sociais, por sua vez, congregam 29 milhões de brasileiros todo mês. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil tem o seu perfil em algum site de relacionamento. Para cada quatro minutos na Internet, os brasileiros dedicam um a atualizar seu perfil e bisbilhotar os seus amigos e conhecidos, segundo dados do IBOPE Nielsen Online.
O avanço dos blogs e das redes sociais é por si só um sinal de democratização dos meios de acesso à informação no país, embora isso se dê ainda apenas nas camadas sociais mais abastadas. Por outro lado, o risco da disseminação de informações falsas e distorcidas se manifesta de maneira crescente. Pesquisa mundial feita pela Sophos e divulgada recentemente mostra que 63% das empresas tem receio de que os serviços da WEB 2.0 tragam riscos de seguranças às redes corporativas. Apesar das reservas, parte significativa das companhias libera totalmente os recursos colaborativos. O estudo revela que 43% permitem o acesso ao Facebook, 50% ao Twitter, 49% ao MySpace e 52% ao LinkedIn.
Identidades falsas de artistas, atletas e políticos em redes sociais, criadas por fãs ou pessoas que simplesmente agem de má-fé são cada vez mais rotineiras, mas essa é apenas uma pequena parcela do problema. A manipulação de dados e a boataria são práticas cada vez mais indiscriminadas no universo virtual. Outro problema que vem sendo debatido por conta da popularização da WEB 2.0 é o vazamento de dados confidenciais. Uma pesquisa realizada pela Clearswift descobriu que quase três quartos de funcionários com menos de 30 anos acessam sites como blogs e redes sociais no ambiente de trabalho. A pesquisa feita com 2,5 mil funcionários mostrou que 39% deles acessam estes sites diversas vezes por dia e quase 50% diz já ter discutido online assuntos relacionados ao trabalho. Diante do encorajamento da divulgação de informações nestes sites, acredita-se que haja grande perigo de que informações confidenciais possam ser passadas da mesma forma.
Decerto, a solução não passa pela burocratização da rede com códigos, barreiras e restrições, pois isso descaracterizaria a Internet no que ela tem de melhor, ou seja, ser uma plataforma para livre expressão de ideias ao alcance de todos. No entanto, cabe às organizações, sejam elas públicas ou privadas, enquanto marcas, ou aos seus colaboradores, na condição de seus legítimos representantes, proteger e zelar pela sua presença online.
A ascensão de blogs e redes sociais corporativas para publicar comunicados institucionais, opiniões e/ou justificar as decisões de diretores e presidentes de companhias abre novas necessidades de segurança. Um post falso publicado em um blog corporativo, por exemplo, pode enganar meios de comunicação, investidores e afetar os negócios da empresa.
Enfim, a WEB 2.0 oferece significativas oportunidades de interatividade e construção de comunidades na Internet, mas, ao mesmo tempo, deixa sites e usuários online vulneráveis a ataques, capazes de comprometer a segurança. É preciso, portanto, ter cuidado redobrado!
Para controlar a vulnerabilidade, as áreas de TI das empresas precisam elaborar meios de proteger sua infraestrutura monitorando a rede e conscientizando os funcionários sobre os riscos da WEB 2.0. A certificação digital surge nesse cenário como uma ferramenta capaz de garantir a segurança e autenticidade dos conteúdos corporativos que circulam virtualmente. Trata-se de uma tecnologia que protege a companhia sem limitar o acesso e navegação de seus colaboradores.
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